Paróquia São Paulo Apóstolo
A serviço da evangelização
A serviço da evangelização
25/01/12

VIDA DE SÃO PAULO
Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.
Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo. O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.
Recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém onde frequenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral.
Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (Act 21,37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.
Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de facto a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade.
Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.
Quando estava preso em Cesareia, Pau-lo apela para César e o governador Festo envia-o para Roma, aonde chegou na Primavera do ano 61. Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária. Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilómetros dos muros de Roma.
CHAMADO POR DEUS
Ananias, sacerdote hebreu-cristão, faz a iniciação cristã de Paulo e administra-lhe o Baptismo (Act 9,18). Jesus, falando de Paulo, disse a Ananias: «Esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu Nome aos pagãos, os reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu Nome.» (Act 9,15-17)
Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo. Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.
Depois de catequizado por Ananias, Paulo fez algumas tentativas missionárias entre os judeus que viviam em Damasco, mas passado pouco tempo teve de fugir e retirar-se durante algum tempo para o deserto da Arábia, situado entre o rio Jordão e o Eufrates. Paulo terá dedicado este tempo à sua formação, a interpretar em sentido cristão a leitura rabínica da Bíblia e as tradições religiosas de Israel.
Depois encontramo-lo novamente em Damasco «durante muitos dias» (Act 9,23) a pregar aos hebreus; mas as hostilidades, que vão aumentando contra ele, obrigam-no a fugir de noite, às escondidas.
Paulo decide então ir a Jerusalém para se encontrar com Pedro (Gl 1,19) e segundo esta mesma carta este primeiro tempo de actividade cristã de Paulo durará 3 anos, ou seja, até ao ano 38 d. C.
Em Jerusalém, não obstante a amizade de Pedro e de Barnabé, Paulo sofre a contínua hostilidade dos hebreus gregos e é aconselhado a regressar a Tarso, sua cidade natal (Act 9,29s; Gl 1,21). Uma apari-
ção de Jesus no Templo de Jerusalém fez-lhe compreender claramente, naqueles dias, que deveria ser o Apóstolo das gentes. (cf. Act 22,17s)
No Concílio de Jerusalém recebe a missão de anunciar Jesus Cristo ao mundo pagão, a todos os povos (cf. Gl 2,7-9). É a esta missão que ele vai dedicar toda a sua vida, animado por um apaixonado amor a Cristo. Vai anunciar o Evangelho nas grandes cidades do Mediterrâneo, e fundar Igrejas, comunidades de homens e mulheres, livres ou escravos, judeus, gregos ou gentios que crêem em Cristo, que O amam e observam os seus mandamentos.
A sua missão não é fácil. O seu passado de perseguidor da Igreja não lhe permite eliminar todas as suspeitas sobre a sua sinceridade e idoneidade. A sua vontade de procurar sempre o essencial da fé, choca com aqueles que querem misturar todas as religiões e criar novas exigências da Lei.
Perseguido pelos seus antigos colegas, tem de fugir para o deserto da Arábia para se encontrar com Deus e amadurecer a sua vocação.
Fonte: Portal São Paulo Apóstolo
18/12/11
IV Domingo Advento – 18/12/2011
Deus veio nos visitar
Evangelho: Lucas 1,26-38
Todas as promessas de Deus encontraram seu sim em Jesus Cristo, pois ele veio morar entre nós, sendo igual a nós exceto no pecado. Hoje somos convidados a nos alegrar com Maria, porque o Senhor está conosco, revelando-nos em Jesus Cristo todos os segredos do seu projeto de amor.
A) Nova Sociedade
Com a vinda do Messias se inaugura uma nova sociedade. Com Jesus podemos ser novas criaturas, porque Nele somos transformados. Quando somos escravos do pecado e Ele nos perdoa e livra. Quando estamos sós, Ele se faz presente e nos enche de sua paz. Jesus vem morar dentro de espaço e tempo histórico, contrariando toda compreensão até então de Deus. Jesus nem morar no seio virginal de Maria, mulher simples e pobre do meio da comunidade.
B) Pessoa de Maria
Jovem humilde, religiosa, noiva de José descendente de Davi. Cheia de graça, reconhecida pelo anjo do Deus. “Alegra-te” expressão esta que traz um apelo às alegrias messiânicas. Ela fica perturbada com a fala do Anjo. Como acontecerá isto sou virgem? Naquele tempo também não se falava a mulher. Deus inaugura isto em Maria. Deus acaba com os preconceitos sociais. Ela é convidada a não ter medo. Do que você tem medo? Deus te convida a espelhar em Maria – confiar com toda a tua força. Eleita por Deus para Ser a Mãe do Salvador. Você pai, mãe é escolhido por Deus para serem pais de seguidores de Jesus, que serão novos santos. Em Maria Deus nos revela que para Ele tudo é possível. Para o evangelista São Lucas Maria é o tipo de discípulo que Deus procura para construir uma nova história e sociedade.
Por – Pe. Luiz Azevedo
18/12/11
Censura anticristã e as novas mídias
Um relatório aponta defeitos nas políticas de conteúdos publicados
Pe. John Flynn, L.C.
ROMA, domingo, 16 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Um estudo do National Religious Broadcasters (NRB), da Virgínia, Estados Unidos, aponta graves problemas no tratamento que as novas plataformas de comunicação dão à religião.
Com o título “True Liberty in a New Media Age: An Examination of the Threat of Anti-Christian Censorship and Other Viewpoint Discrimination on New Media Platforms” (Liberdade Verdadeira numa Nova Era Midiática: Análise da Ameaça da Censura Anticristã e da Discriminação de outras Opiniões nas Novas Plataformas), o informe analisa principalmente o Google, a Apple, o Facebook e o Twitter.
Segundo o seu próprio site, a NRB é uma associação internacional apolítica de comunicadores cristãos. Seu relatório expressa preocupação com o fato de um pequeno número de grandes empresas controlarem a indústria da internet: “Nossa conclusão é de que as ideias e outros conteúdos religiosos cristãos enfrentam um perigo claro de censura nas plataformas de comunicação baseadas na rede”.
Algumas empresas já proibiram o conteúdo cristão, enquanto outras estabeleceram diretrizes que no futuro podem levar à censura, diz o informe.
Apple
A Apple bloqueou, em duas ocasiões, aplicações cristãs na loja iTunes devido ao conteúdo religioso.
Em novembro de 2010, retirou seu apoio à Declaração de Manhattan. É uma declaração das crenças cristãs sobre o casamento, a santidade da vida e a liberdade religiosa. Um dos pontos da declaração dizia que a conduta homossexual é imoral, o que, segundo o ponto de vista de Apple, é ofensivo.
Em março de 2011, a Apple censurou também uma aplicação da Exodus International, instituição cristã que diz ajudar pessoas a sair do estilo de vida homossexual. De novo, a empresa declarou que a aplicação era ofensiva e violava suas diretrizes.
Em julho de 2011, a Apple tirou o iTunes da Christian Values Network, um portal que financia organizações de caridade. A empresa informou que a decisão se baseava em reclamações de que algumas organizações assistenciais tinham posturas críticas quanto às iniciativas em favor dos direitos dos homossexuais.
O estudo conclui que, no geral, a política da Apple quanto às suas aplicações é vaga e confusa. Quando se trata de sátiras, humor ou comentários políticos, as normas são diferentes dos casos religiosos, dando ampla margem à livre publicação de conteúdo.
O Google, segundo o relatório, se negou a colocar em seu motor de busca um anúncio pró-vida cristão do Christian Institute, com base na “política de não permitir publicidade relacionando aborto e religião”.
O Christian Institute processou a empresa, que acabou mudando sua política de não permitir anúncios sobre o aborto por parte de grupos religiosos. Porém, o Google ainda bloqueia qualquer anúncio sobre o aborto que contenha a frase “o aborto é assassinato”, afirmação considerada “horripilante”.
Outro problema destacado no informe tem a ver com as diretrizes do Google para suas ferramentas web. O uso gratuito ou com descontos não se aplica a igrejas, grupos religiosos ou organizações que levem em consideração a religião ou orientação sexual ao contratar seus empregados. Segundo a NRB, as igrejas cristãs que solicitaram ao Google o status de “organizações sem fins lucrativos” tiveram o pedido negado.
Quando operou na China com uma versão local, o Google também expressou concordância em cooperar com o governo para bloquear listas de palavras relacionadas com o grupo religioso Falun Gong e o Dalai Lama.
O informe da NRB cita ainda o testemunho de Scott Cleland, ex-subsecretário adjunto norte-americano para Políticas de Informação e Comunicação, que declara que “o Google rejeita os valores tradicionais judaico-cristãos”.
Segundo o informe, o Facebook também censura, apagando comentários anti-homossexuais e mantendo parcerias com organizações que promovem a agenda homossexual.
O discurso do ódio
Com exceção do Twitter, a política das principais plataformas web tem definições muito difusas do que consideram “o discurso do ódio”, criticado pelo informe como um perigo para a liberdade de expressão. O Facebook, por exemplo, proíbe “conteúdo religioso incitante e agendas político-religiosas”.
As normas do Google bloqueiam conteúdo publicitário que critique grupos por sua religião, orientação sexual ou identidade de gênero. O informe indica que esta prática elimina a publicidade dos grupos cristãos pró-família, que se opõem a grupos de defesa dos homossexuais que promovem a legalização do casamento do mesmo sexo. Implica também que as críticas a outras religiões ou seitas teologicamente equivocadas violam a política do Google.
Segundo o estudo, os provedores de serviços de internet Comcast, AT&T e Verizon também violam a liberdade de expressão e suas normas permitiriam censurar qualquer conteúdo cristão.
O informe pede a essas empresas que mudem de política, garantindo a liberdade de expressão e renunciando à censura dos legítimos pontos de vista cristãos.
18/12/11
Há lugar para Jesus neste Natal?
Em épocas de angústia, de muitas interrogações como estamos vivendo, homens e mulheres se perguntam sobre a razão de sua existência, e sentem, no que o sentido de suas vidas tem muito a ver com uma profunda aspiração religiosa, mas experimentam um mundo como incapaz de responder a essa necessidade mística e espiritual.
No fundo toda experiência religiosa é procura de salvação. Salvação para nós cristãos é todo o processo de revelação divina na história da humanidade, é a história da reconciliação e união com Deus, em Cristo, no Espírito. A salvação para nós diz respeito à totalidade do nosso ser humano que é uma construção demorada, porque somos seres inacabados, nós nos construímos a todo momento e experimentamos a todo o momento a graça de Deus.
Porém nos dias atuais, o conceito de salvação sofreu um processo de materialização e passou a ser entendida como cura. Tocando assim num pólo tão intimo da vida, as pessoas se deixam fascinar pelas promessas de libertação das forças do mal e da satisfação das necessidades materiais e espirituais. A compreensão de nossa relação com Deus, a quem servimos, sofre uma inversão na sociedade pós-moderna Em lugar de servir a Deus, passa-se a servir-se de Deus, transformando a religião num espaço para a resolução de problemas pessoais, consolo, compensação.
As instituições todas são questionadas. Desde as instituições culturais (matrimônio, família) até as instituições gigantescas como o Estado e as grandes religiões. Assim com o Cristianismo e suas igrejas. Estas, por sua vez, não conseguem dialogar e entender claramente os acontecimentos da mudança de época em que estamos vivendo.
A Religião passou a ser uma mercadoria a ser vendida a um público alvo específico, que deve ser abordado da forma adequada, estabelecida por “marqueteiros”, fazedores de opinião. Como disse um especialista na área do “marketing”, o cristianismo tem o produto mais fácil de ser vendido: Jesus Cristo. Mas não vivemos somente na sociedade da mercadoria, mas também na do espetáculo, dos shows. Por isso, também, a religião se torna palco de “show men” ou “show women”.
Cria-se uma religiosidade romântica e orientalizante, onde a transcendência dá lugar à imanência, e os santos dão lugar às fadas e duendes, “fantasia que o modernismo científico aboliu”. Abre-se espaço para uma religiosidade terapêutica e curandeirista, que pode levar a uma relação panteísta com os elementos naturais. O Cristo não desaparece, mas torna-se um guru, um grande guru entre outros.
Todos acreditam em Deus, mas preferem uma religião invisível, com pouca ou nenhuma prática exterior e que não precisa de adesão total. Ou ainda procuram construir uma espécie de mosaico religioso com pedaços de todo o tipo de religião. No supermercado espiritual, “cada um cria sua própria espiritualidade, escolhendo aquilo de que mais gosta nas diversas religiões.”
O Cristianismo é uma religião, mas também uma completa visão de mundo. Frente a um novo Homem e a novas realidades. Cristianismo não pode ficar parado em suas formas explicativas da vida, dos mistérios que atingem o ser humano, não pode continuar dando as mesmas respostas a questionamentos novos que lhe são feitos.
Hoje 30% de homens e mulheres que tem fé, sentem a necessidade de entendê-la mais que vivê-la numa forma quase que natural.
Mas como a V Conferência de Aparecida apontou muito bem, “Nós cristãos somos portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.” (DAp 30) Aponta a prática da fé cristã como propulsores de um novo momento civilizacional no qual a ética do Eu-Eu seja substituída pela ética do Eu-Outro.
O cristianismo tem que ter lugar na construção do novo momento civilizatório exatamente porque em sua essência está o cuidado com o Outro. Para a base cristã, a existência só tem sentido se o humano se debruça sobre um só patamar ético que se constitui na exigência de amar. Amar, para o cristianismo, é abrir-se totalmente ao outro, seja este outro Deus ou o irmão. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Marcos, v.12).
Assim sendo, o cuidado com o outro é, em verdade, a essência do cristianismo. E muito embora este cuidado deva ser universal, aparece sempre a exigência da opção por aquele no qual o rosto humano está desfigurado, quer pelo sofrimento, quer pela exclusão. De certa forma, traduzindo em categorias sociológicas o que o cristianismo denomina de Reino de Deus, é uma civilização nova que não só é necessária, mas também possível, desde que seja estruturada a partir dos que estão embaixo, daqueles a quem são negados os direitos elementares (Mateus, v. 5-7).
Nestes termos, na busca do novo, vemos, aí, a imensa contribuição da visão de mundo cristã. Não, evidentemente, como uma estrutura institucional, mas como uma prática que embase as novas estruturas conceituais.
Neste mundo marcado, pela ausência quase total de gratuidade, o cristianismo é chamado a ficar grávido de Jesus e de sua mensagem. Portanto, celebrar o Natal, significa dar a luz à Cristo, apresentando-o ao mundo como a palavra encarnada, aquele que se fez em tudo semelhante a nós, menos no pecado, para salvar o mundo, transformando as estruturas e a realidade sócio-cultural em ambiente de permanente lucidez e abertura para o sempre Novo, o sempre Atual, o sempre Encarnado, Jesus de Nazaré, que veio e vem para que tenhamos vida e vida em abundância.
Será que ao lado deste afã do Natal comercial, deixaremos espaço para Jesus nascer, encarnando-se em nosso meio como o centro de nossas vidas?
Irmã Maria Helena Teixeira
06/12/11
DEUS SE FEZ HUMANO
A cidade, as pessoas, as expectativas se transformam ao chegar o mês de dezembro. Tudo fala de festa, luzes e cores, enfeites de todo tipo anunciam a chegada do Natal. Sem sombra de dúvida é o tempo mais bonito do ano, na sua aparência visual. Tudo isso porque é o tempo em que “Deus enviou seu Filho ao mundo, não para condená-lo, mas para que este fosse salvo por seu intermédio.” (Jo 3,17). O fato real que mudou o rumo da história é a encarnação do Filho de Deus. Não existe outro Deus igual ao nosso Deus. Em nenhum outro lugar no mundo se possa dizer que Deus se fez gente como a gente, a não ser naquele coraçãozinho da jovem Maria de Nazaré.
Esse fato constitui o centro do Plano de Salvação de Deus para todo o gênero humano. Somente o Supremo Criador poderia se apaixonar de tal modo pela criatura humana, ao ponto de se fazer um de nós. “Deus amou tanto o mundo que deu seu único Filho para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Um amor tão grande, infinitamente grande só poderia vir de um Deus. Jesus se fez um de nós para que nós nos fizéssemos como Ele. É este o mistério, segredo, do Natal. Natal é repetir cada ano, cada momento de nossa vida: “Deus me ama”. Isso é Natal.
Caminhamos à luz do Deus Menino, nascido em Belém por amor e nos ensinando a amar. “Quem ama permanece em Deus, porque Deus é amor”. A nossa capacidade de amar vem de Deus e isso nos faz eternos, porque tudo passa, só o amor permanece. Nós cristãos, deveríamos gritar que o Natal é a festa do amor de Deus. Assim como iluminamos as ruas, as casas, os jardins, queremos neste Natal, que Jesus, seja a nossa luz, a iluminar cada passo desta passageira vida. Na luz de Jesus queremos caminhar, sem medo das trevas do pecado, da ganância, do ódio, da violência. Acreditar no Natal de Jesus é fácil, difícil é crer no nosso natal. Ele se fez humano, para provar a nós humanos que é possível ser divinos.
Na noite de Natal proclamamos solenemente as palavras do anjo: “Hoje nasceu para vós um Salvador”, Ele é o nosso Salvador. Natal nos recorda que precisamos realmente de salvação. Todos nós somos chamados a ser os anjos que anunciam diariamente a cada homem a cada mulher, como os anjos aos pastores: “Nasceu para nós o Salvador”. È neste Natal, agora, no hoje de nossa existência, que precisamos trabalhar para recolocar na sociedade, no coração humano a presença de Jesus. “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”(Mt 18,20). Esse natal espiritual todos podemos fazer em cada dia, nas nossas casas, nas fábricas, nas escolas, nas repartições públicas. Vamos juntos viver o natal todos os dias, amando sempre, oferecendo com a nossa vida, a Salvação que vem de Deus.
Dom Anua Battisti
Arcebispo de Maringá
03/12/11
Reflexões
II Domingo Advento -4/12/2011
Preparai para a chegada de Jesus
Evangelho: Marcos 1,1-8
A Liturgia da Palavra deste domingo trás muito forte para nós a marca do caminho: Ele é de libertação e volta a terra prometida (I leitura); caminho de conversão para o encontro com o Messias, o Filho de Deus(Evangelho); de esperança ativa no dia de Deus, para nova terra(II leitura). O Evangelho de Marcos foi o primeiro texto de catequese das comunidades primitivas. Portanto, o eixo central do Evangelho é responder quem é Jesus.
A) Percorrer o caminho
Percorrer o caminho é estar sempre disposto a começar, a reaprender com o Senhor, pois os discípulos estão vivendo na ignorância. Para encontrar com Jesus, segundo Marcos é nos pobres e marginalizados que o acharemos. A Boa Notícia – Evangelho é a pessoa e a ação de Jesus Cristo (Messias).
B) João Batista o mensageiro
“Vou enviar um anjo na frente de você para que ele cuide de você no caminho e o leve até o lugar que eu preparei para você” (Is 40,3). Uma voz grita: Abra no deserto um caminho para o Senhor… Depois a Bíblia em Malaquias (3,1) diz “Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente”. João Batista é o enviado de Deus para preparar e conduzir a humanidade ao encontro de Nosso Senhor Jesus Cristo.
C) Jesus é aquele que vai introduzir o povo numa nova terra
O Tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia. O Batismo de João era sinal que predispunha as pessoas à aceitação da novidade prestes a c chegar na pessoa de Jesus. Era sinal de conversão e compromisso. Estamos, portanto nos aproximando do Natal do Senhor, por isso os sinais de conversão e adesão a Cristo deve se fortalecer mais ainda em nós.
03/12/11
Há lugar para Jesus neste Natal?
Em épocas de angústia, de muitas interrogações como estamos vivendo, homens e mulheres se perguntam sobre a razão de sua existência, e sentem, no que o sentido de suas vidas tem muito a ver com uma profunda aspiração religiosa, mas experimentam um mundo como incapaz de responder a essa necessidade mística e espiritual.
No fundo toda experiência religiosa é procura de salvação. Salvação para nós cristãos é todo o processo de revelação divina na história da humanidade, é a história da reconciliação e união com Deus, em Cristo, no Espírito. A salvação para nós diz respeito à totalidade do nosso ser humano que é uma construção demorada, porque somos seres inacabados, nós nos construímos a todo momento e experimentamos a todo o momento a graça de Deus.
Porém nos dias atuais, o conceito de salvação sofreu um processo de materialização e passou a ser entendida como cura. Tocando assim num pólo tão intimo da vida, as pessoas se deixam fascinar pelas promessas de libertação das forças do mal e da satisfação das necessidades materiais e espirituais. A compreensão de nossa relação com Deus, a quem servimos, sofre uma inversão na sociedade pós-moderna Em lugar de servir a Deus, passa-se a servir-se de Deus, transformando a religião num espaço para a resolução de problemas pessoais, consolo, compensação.
As instituições todas são questionadas. Desde as instituições culturais (matrimônio, família) até as instituições gigantescas como o Estado e as grandes religiões. Assim com o Cristianismo e suas igrejas. Estas, por sua vez, não conseguem dialogar e entender claramente os acontecimentos da mudança de época em que estamos vivendo.
A Religião passou a ser uma mercadoria a ser vendida a um público alvo específico, que deve ser abordado da forma adequada, estabelecida por “marqueteiros”, fazedores de opinião. Como disse um especialista na área do “marketing”, o cristianismo tem o produto mais fácil de ser vendido: Jesus Cristo. Mas não vivemos somente na sociedade da mercadoria, mas também na do espetáculo, dos shows. Por isso, também, a religião se torna palco de “show men” ou “show women”.
Cria-se uma religiosidade romântica e orientalizante, onde a transcendência dá lugar à imanência, e os santos dão lugar às fadas e duendes, “fantasia que o modernismo científico aboliu”. Abre-se espaço para uma religiosidade terapêutica e curandeirista, que pode levar a uma relação panteísta com os elementos naturais. O Cristo não desaparece, mas torna-se um guru, um grande guru entre outros.
Todos acreditam em Deus, mas preferem uma religião invisível, com pouca ou nenhuma prática exterior e que não precisa de adesão total. Ou ainda procuram construir uma espécie de mosaico religioso com pedaços de todo o tipo de religião. No supermercado espiritual, “cada um cria sua própria espiritualidade, escolhendo aquilo de que mais gosta nas diversas religiões.”
O Cristianismo é uma religião, mas também uma completa visão de mundo. Frente a um novo Homem e a novas realidades. Cristianismo não pode ficar parado em suas formas explicativas da vida, dos mistérios que atingem o ser humano, não pode continuar dando as mesmas respostas a questionamentos novos que lhe são feitos.
Hoje 30% de homens e mulheres que tem fé, sentem a necessidade de entendê-la mais que vivê-la numa forma quase que natural.
Mas como a V Conferência de Aparecida apontou muito bem, “Nós cristãos somos portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.” (DAp 30) Aponta a prática da fé cristã como propulsores de um novo momento civilizacional no qual a ética do Eu-Eu seja substituída pela ética do Eu-Outro.
O cristianismo tem que ter lugar na construção do novo momento civilizatório exatamente porque em sua essência está o cuidado com o Outro. Para a base cristã, a existência só tem sentido se o humano se debruça sobre um só patamar ético que se constitui na exigência de amar. Amar, para o cristianismo, é abrir-se totalmente ao outro, seja este outro Deus ou o irmão. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (Marcos, v.12).
Assim sendo, o cuidado com o outro é, em verdade, a essência do cristianismo. E muito embora este cuidado deva ser universal, aparece sempre a exigência da opção por aquele no qual o rosto humano está desfigurado, quer pelo sofrimento, quer pela exclusão. De certa forma, traduzindo em categorias sociológicas o que o cristianismo denomina de Reino de Deus, é uma civilização nova que não só é necessária, mas também possível, desde que seja estruturada a partir dos que estão embaixo, daqueles a quem são negados os direitos elementares (Mateus, v. 5-7).
Nestes termos, na busca do novo, vemos, aí, a imensa contribuição da visão de mundo cristã. Não, evidentemente, como uma estrutura institucional, mas como uma prática que embase as novas estruturas conceituais.
Neste mundo marcado, pela ausência quase total de gratuidade, o cristianismo é chamado a ficar grávido de Jesus e de sua mensagem. Portanto, celebrar o Natal, significa dar a luz à Cristo, apresentando-o ao mundo como a palavra encarnada, aquele que se fez em tudo semelhante a nós, menos no pecado, para salvar o mundo, transformando as estruturas e a realidade sócio-cultural em ambiente de permanente lucidez e abertura para o sempre Novo, o sempre Atual, o sempre Encarnado, Jesus de Nazaré, que veio e vem para que tenhamos vida e vida em abundância.
Será que ao lado deste afã do Natal comercial, deixaremos espaço para Jesus nascer, encarnando-se em nosso meio como o centro de nossas vidas?
Irmã Maria Helena Teixeira
15/10/11
É com pesar que a Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do padre Reginaldo Lima. O sacerdote, que nos últimos anos exerceu os cargos de Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB e de Secretário do Regional Sul 2 da CNBB, estava internado na Santa Casa de Maringá.
O corpo será velado na paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier. De acordo com boletim médico a causa da morte, constatada às 21h38 desta sexta-feira, 14, foi falência múltipla dos órgãos decorrente de uma infecção respiratória.
Reginaldo Lima, nascido a 10 de outubro de 1973, em Jandaia do Sul no Estado do Paraná. Ingressou no Seminário Provincial Bom Pastor de Umuarama a 04 de Março de 1992. Em fevereiro de 1993 inicia seu curso de filosofia no Seminário Interdiocesano Nossa Senhora da Glória de Maringá. Concluindo a 02 de dezembro de 1995. No ano de 96 inicia no curso de Teologia no CINTEC (Centro de Teologia de Cascavel) concluindo-o a 10/12/99.
Reginaldo recebeu o ministério de Leitor no dia 06/07/97, na Paróquia Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, das mãos de Dom Jaime Luiz Coelho. E o Ministério de Acólito na Paróquia Jesus Bom Pastor de Paiçandu a 26/07/98. E no dia 27 de Abril de 1999 foi acolhido como candidato oficial ao ministério sagrado pelo Rito de Admissão, por Dom Murilo S.R. Krieger.
No dia 17 de dezembro de 1999 na Paróquia de Marilava, recebeu a Ordenação Diaconal pela imposição das Mãos de Dom Murilo, passando a exercer seu ministério diaconal na Paróquia Catedral. No dia 20/05/2000, recebeu a ordenação Presbiteral, das Mãos de Dom Murilo. Reginaldo escolheu como Lema de seu Ministério Presbiteral: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus, pois é para isso que fui enviado” (Lc 4,43). No dia 21/05/2000, assumiu como vigário paroquial da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória de Maringá.
No dia 15/09/2001 foi nomeado pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá, função que tomou posse no dia 07 de outubro de 2001, às 19h00 durante celebração Eucarística na Igreja Matriz. Padre Reginaldo foi nomeado a 13 de outubro de 2005 como pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Paranacity, função que assumiu no dia 15 de janeiro de 2006, na presença de Dom Anuar Battisti e de vários sacerdotes além da comunidade de Paranacity e diversos amigos de Maringá e Região.
Em Janeiro de 2002, Dom Murilo S.R. Krieger nomeou-o Diretor Espiritual do Colégio São Francisco Xavier.
Padre Reginaldo foi eleito presidente da ASPAM (Associação dos Presbíteros da Arquidiocese de Maringá) para o período de dois anos (de 05/2003 a 05/2005) e representante do Clero da Arquidiocese de Maringá para o quadriênio (2004-2007), No Encontro Regional de Presbítero em Pitanga (27 a 30 de outubro de 2003), foi eleito como suplente da Presidência da Comissão Regional de Presbítero para o período de 2004 a 2007. No mês de abril de 2006, foi nomeado secretário da Comissão Regional de Presbítero, para o período de 2006 e 2007.
Membro do Conselho de Presbítero da Arquidiocese deste 2004, foi indicado como secretário do mesmo conselho. Em 17 de fevereiro de 2005, foi apresentado como coordenador da Região Pastoral Centro.
Em Abril de 2005, Padre Reginaldo inicia curso de Mestrado em Direito Canônico pelo Instituto Superior de Direito Canônico de Rio Comprido – RJ, com extensão em Londrina (diploma expedido pela Pontíficia Universidade Gregoriana de Roma).
Dom Anuar Battisti, nomeou dia 12 de junho de 2006, Padre Reginaldo Lima, Defensor do Vinculo e Promotor de Justiça do Tribunal Eclesiástico de Maringá, para um período de 3 anos.
No dia 04 de fevereiro padre Reginaldo assume a Comunidade Paroquial Nossa Senhora das Graças de Sarandi. Nos últimos 4 anos, o sacerdote foi Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, deixando o cargo em julho deste ano. A partir desta data ele assumiu o cargo de Secretário do Regional Sul 2 da CNBB. Fonte ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ
07/10/11
No próximo domingo, 09, o Arcebispo de Maringá irá presidir a santa missa às 18h na Basílica-Santuário de Nazaré, em Belém, estado do Pará. A missa faz parte da programação oficial do Círio de Nazaré 2011, uma das maiores manifestações religiosas do mundo. Logo após a missa presidida por Dom Anuar Battisti haverá apresentação do padre Antônio Maria na praça da basílica.
SIAM – Serviço de Informação da Arquidiocese de Maringá
www.arquidiocesedemaringa.org.br